Durante o mês de abril, a produção de aço bruto aumentou 5,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a de aços laminados continuou diminuindo em -2,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O consumo aparente registrou um crescimento de 2,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Por outro lado, as exportações apresentaram um crescimento de 12,9% e as importações recuaram -2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar da queda nas importações, elas continuam representando 41,1% do consumo aparente regional no acumulado de 2026, mantendo assim uma elevada participação no mercado de aço da América Latina.
A produção de aço bruto na América Latina atingiu 4,8 Mt em abril, registrando um crescimento de 5,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, totalizou 18,8 Mt, mantendo-se estável em relação ao mesmo período do ano anterior. Por sua vez, a produção de laminados atingiu 4,2 Mt (-2,5% a/a) durante o mês e 16,9 Mt no acumulado, o que representa uma queda de -1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O consumo aparente de laminados atingiu 6,6 Mt, com um aumento de 2,2% em relação a abril do ano passado e uma expansão de 0,8% em relação ao mesmo período do ano anterior no acumulado dos primeiros quatro meses de 2026.
As importações totalizaram 2,7 Mt em abril, registrando uma queda de -2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, e, no acumulado de 2026, atingiram 10,4 Mt, representando uma contração de -0,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. As maiores quedas no quarto mês do ano foram observadas no Brasil (-44,3% a/a), na Argentina (-34,8% a/a) e na Colômbia (-14,3% a/a). No acumulado de 2026, as importações recuaram no Brasil (-3,5% a/a), no México (-14,1% a/a) e na Argentina (-11,0% a/a), sendo a Colômbia o único país que registrou crescimento (+13,6% a/a).
Por sua vez, as exportações totalizaram 561 mil toneladas em abril, com um aumento de 12,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado, atingiram 2,2 Mt, embora ainda apresentem uma contração de -5,8% a/a. Em nível de países, destacou-se o crescimento das exportações do Brasil (+54,2% a/a no mês e +21,5% a/a no acumulado do ano). Em contrapartida, México, Argentina e Colômbia registraram quedas tanto em abril quanto no acumulado de 2026. Como resultado, a balança comercial regional manteve um déficit de -2,2 Mt em abril e acumulou um saldo negativo de -8,2 Mt durante 2026.
A maioria dos setores consumidores de aço continua apresentando desempenho negativo no acumulado do ano, com exceções no setor automotivo (+1,9% a/a) e na construção civil (+2,4% a/a).
