Em dezembro de 2025, o desempenho do setor manteve a fraqueza observada nos últimos meses, com a produção em queda (4,3 Mt, −2,6% a/a de aço bruto e 3,6 Mt, −5,7% a/a, de aços laminados), importações em alta de +0,5% a/a (2,5 Mt), balança comercial regional deficitária (-2,0 Mt) e consumo aparente em crescimento (6,0 Mt, +4,1% a/a).
Dessa forma, apesar de o consumo aparente crescer em 2025 +1,3% a/a (74 Mt), encerra-se o quarto ano consecutivo de contração na produção — com 55,5 Mt de aço bruto (-2,4% a/a) e 50, 0 Mt de aço laminado (-3,6% a/a)—, o que é comparável apenas aos níveis de produção da pandemia. Completa o cenário negativo a participação recorde na série histórica das compras externas no consumo aparente, de 40,4%, totalizando um volume de importações em 2025 de 30 Mt (+6,3% a/a).
Na produção de laminados, os resultados foram heterogêneos entre os produtos: os planos recuaram −3,0% a/a e os longos diminuíram −3,7% a/a no acumulado anual, enquanto os tubos sem costura registraram a maior contração do ano, com uma queda de −13,3% a/a.
Em contraste com a produção, o consumo aparente de laminados apresentou uma leve expansão em 2025. Atingiu 74,1 Mt no total do ano, com um crescimento de +1,3% em relação ao ano anterior. Em nível de países, a Argentina liderou a recuperação com um forte aumento de +18,0% a/a, seguida pela Colômbia (+7,2% a/a) e pelo Brasil (+2,6% a/a), enquanto o México registrou uma contração significativa de −10,1% a/a no acumulado do ano.
Em 2025, as importações atingiram um recorde histórico de 30,0 Mt, o que representou um aumento de +6,3% a/a em relação ao ano anterior. Em termos de importações anuais por país, o México encerrou 2025 com 10,5 Mt (-15,8% a/a) e o Brasil com 5 Mt (+21%). Ao mesmo tempo, as exportações fecharam em 6,1 Mt (−10,6% a/a), o que resultou em um déficit na balança comercial regional acumulada de -23,9 Mt, o maior saldo negativo da série.
No que diz respeito aos setores de demanda, o final de 2025 apresentou uma dinâmica desigual. A construção civil conseguiu encerrar o ano com uma ligeira variação positiva (+0,4% a/a). Entre os setores industriais, o de Máquinas acumulou um crescimento de +2,7% a/a, enquanto o de Uso doméstico registrou uma contração de −2,9% a/a. O setor Automotivo encerrou o ano com um desempenho fraco (+0,7% a/a), refletindo um cenário industrial ainda frágil.
