Foi realizada a 99ª reunião do Comitê do Aço da OCDE, na qual ficou evidente o agravamento do cenário global do setor, caracterizado por um excesso de capacidade global, um contexto de demanda enfraquecida por quatro anos consecutivos e um forte crescimento das exportações, especialmente da China.
Em 2025, o excesso de capacidade de aço bruto atingiu 640 Mt, superando a produção total de aço dos países da OCDE em mais de 200 Mt, e a projeção é de que continue aumentando até 2028. A China concentra mais de 50% do total do excesso e, nos últimos três anos, suas exportações praticamente dobraram como resultado do desvio de excedentes para mercados externos. Ao mesmo tempo, os subsídios continuam a se ampliar, especialmente fora do âmbito dos países da OCDE: em 2024, uma empresa siderúrgica chinesa média recebeu 15 vezes mais subsídios do que uma empresa em outras regiões, aprofundando as assimetrias na concorrência global.
A sessão reuniu 288 funcionários governamentais e representantes da indústria de 42 delegações. Pela Alacero, participou do encontro Ezequiel Tavernelli, diretor executivo, juntamente com a equipe técnica.
