Os primeiros meses de 2026 apresentam um cenário de contrastes para a indústria do aço na América Latina. Embora alguns indicadores comecem a mostrar sinais de recuperação, os desafios que continuam condicionando a atividade na região ainda persistem. Os dados correspondem ao Relatório de Mercado LATAM, elaborado pela Alacero, com informações sobre a evolução do mercado de aço na região, uma análise do contexto macroeconômico regional e o desempenho dos principais setores que o utilizam.
O relatório reúne uma série de análises importantes, entre as quais se destacam as seguintes:
O panorama macroeconômico de curto prazo para a América Latina é marcado por uma combinação de fatores externos e internos que, nas últimas semanas, voltaram a ganhar destaque. Após uma breve trégua, a volatilidade internacional voltou a se instalar no cenário regional.
Em relação ao mercado de aço, a região apresentou sinais mistos nos primeiros cinco meses do ano. A produção de laminados moderou sua queda (-0,4% em relação ao ano anterior), embora permaneça no nível mais baixo para o período desde 2017 – com exceção da pandemia; o aço bruto, por outro lado, registrou um aumento de +2,1% em relação aos 5 primeiros meses de 2025, embora também permaneça bem abaixo de sua média histórica de 2011 a 2025 (5,2 Mt). Enquanto isso, o consumo aparente apresentou um avanço modesto (+0,4% a/a nos 5M-2026), após a contração do segundo semestre de 2025. No cenário externo, o déficit comercial de aço na região permanece elevado, apesar da queda nas importações totais (-3,0% ano a ano), após ter crescido +6,5% em 2025. Nesse contexto, não é por acaso que vários países da região tenham adotado novas medidas de defesa comercial contra o aço proveniente da Ásia.
O desempenho dos setores que utilizam aço também foi heterogêneo no período. O setor automotivo lidera o crescimento (+3,5% em relação ao mesmo período do ano anterior nos primeiros seis meses de 2026), embora tenha desacelerado significativamente em comparação com o mesmo período de 2025 (+6,2%). A construção civil, por outro lado, avança a um ritmo mais moderado (+0,8%), impulsionada pelo Peru (+11,4%) — em função do ciclo de mineração — e pela Colômbia (+5,3%). O panorama mais desafiador é enfrentado pelos setores de maquinário (-2,7%) e eletrodomésticos (-8,7%), pressionados pelo avanço das importações asiáticas, com a Argentina sendo o país mais afetado em ambos os setores.
Acesse uma versão resumida do relatório, cuja versão completa está disponível exclusivamente para membros da Alacero por meio da extranet.
(apenas em espanhol)
