A Alacero, juntamente com a Secretaria-Geral da Comunidade Andina e representantes das empresas do setor siderúrgico dos países membros da organização, reuniu-se para analisar o panorama da indústria e os desafios que ela enfrenta.
Ezequiel Tavernelli, Diretor Executivo da Alacero, expôs a situação crítica pela qual passa a indústria do aço latino-americana diante da crescente pressão de importações subsidiadas e com preços artificialmente baixos, em grande parte provenientes da China e do Sudeste Asiático, que estão enfraquecendo a cadeia de valor e afetando a produção, o emprego e a capacidade produtiva na região.
Na América Latina, a produção de aço bruto e laminado registra, nos últimos 15 anos, uma tendência de queda e, atualmente, encontra-se em níveis semelhantes aos da pandemia. Por sua vez, as importações continuam ganhando participação no mercado regional e, em 2025, atingiram uma participação recorde no consumo aparente de 40,4%.
Além disso, o desvio do comércio proveniente de economias com medidas de defesa mais rigorosas redireciona os excedentes para a nossa região. Nivelar o campo de jogo não significa fechar mercados, mas garantir regras claras.
Para fortalecer a indústria, é necessário avançar urgentemente em medidas de defesa comercial a partir de um trabalho coordenado entre os países da região. Por esse motivo, foi constituída uma mesa de trabalho, integrada pela Secretaria-Geral e por representantes da indústria, para avaliar medidas que fortaleçam a defesa regional e promovam padrões que garantam uma concorrência leal na Colômbia, no Peru, no Equador e na Bolívia.
