A indústria siderúrgica latino-americana manteve níveis de atividade relativamente estáveis em maio de 2026. A produção de aço bruto e laminados cresceu em relação ao mesmo mês do ano anterior, enquanto o consumo aparente permaneceu praticamente inalterado no acumulado do ano. Embora as importações tenham diminuído, elas continuam representando 40,5% do consumo regional, mantendo uma elevada participação no mercado latino-americano.
A produção de aço bruto atingiu 4,8 milhões de toneladas em maio, um crescimento de 9,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nos primeiros cinco meses de 2026, acumulou 23,7 milhões de toneladas, 2,1% a mais do que no mesmo período do ano anterior.
Por sua vez, a produção de aço laminado totalizou 4,5 milhões de toneladas em maio, com um aumento de 5,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, o acumulado de janeiro a maio ficou em 21,4 milhões de toneladas, uma ligeira queda de 0,4% em relação a 2025.
O consumo aparente de produtos laminados atingiu 6,2 milhões de toneladas em maio, 2,7% a menos do que no ano anterior. No acumulado dos primeiros cinco meses, totalizou 31,7 milhões de toneladas, praticamente o mesmo nível registrado no mesmo período de 2025 (+0,4%).
As importações totalizaram 2,2 milhões de toneladas em maio, uma redução de 18,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Entre janeiro e maio, atingiram 12,8 milhões de toneladas, com uma queda de 3,0%. Apesar da redução, os produtos importados representaram 40,5% do consumo aparente regional.
O desempenho variou entre os principais mercados. Brasil, Chile, Argentina e México reduziram suas importações no acumulado do ano, enquanto Colômbia e Peru registraram aumentos superiores a 20%.
As exportações atingiram 474 mil toneladas em maio e acumularam 2,7 milhões de toneladas nos primeiros cinco meses, uma queda de 6,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Brasil foi o único dos principais países produtores a aumentar suas exportações, em contraste com as quedas registradas na Argentina, Colômbia, México e Peru.
Como resultado, a balança comercial regional apresentou um déficit de 1,8 milhão de toneladas em maio e acumulou um saldo negativo de 10,1 milhões de toneladas entre janeiro e maio de 2026.
Entre os setores que utilizam aço, o desempenho continuou sendo predominantemente negativo. As exceções foram o setor automotivo, que cresceu 3,5% no primeiro semestre do ano, impulsionado pelo Brasil, e a construção civil, que acumulou um aumento de 0,8%, favorecida pelo dinamismo da Colômbia e do Peru e por alguns sinais positivos na Argentina.
Os membros da Alacero podem consultar as informações completas no novo Monitor de Dados LATAM, disponível na Extranet da Associação. A plataforma centraliza dados históricos e comparativos para facilitar o acompanhamento e a análise da indústria regional.
